Da matéria médica à fórmula.
Uma abordagem que preserva a linguagem histórica da Medicina Tradicional Chinesa, dá prioridade à identidade botânica e trata a fórmula como uma arquitetura de relações.
A planta isolada não explica a fórmula.
Na tradição fitoterápica chinesa, as matérias médicas são descritas através de vários eixos: identidade, parte usada, sabor, natureza, afinidades ou tropismos e função dentro de uma composição. O catálogo IIMA conserva precisamente esta lógica.
Uma fórmula organiza ingredientes com perfis distintos para construir uma direção coerente. A literatura académica sobre formulação chinesa descreve frequentemente este princípio pela estrutura Jun–Chen–Zuo–Shi: um ingrediente principal, componentes de apoio, elementos de moderação e ingredientes de harmonização ou orientação.
Não é uma equivalência farmacológica moderna. É uma linguagem histórica de formulação. O interesse contemporâneo está em estudá-la com métodos adequados, sem apagar a tradição nem confundi-la com evidência clínica.
Como pensamos a informação.
O novo site transforma o catálogo numa experiência de conhecimento mais clara e responsável.
Identidade antes da promessa
Nome tradicional, nome comum, espécie botânica e parte usada são a base de qualquer leitura séria.
A fórmula como sistema
O significado de um ingrediente depende do conjunto, das proporções e do papel que desempenha.
Tradição e ciência separadas
Uso histórico, investigação experimental e evidência clínica são níveis diferentes e devem ser apresentados como tal.
Comunicação responsável
Um suplemento alimentar não é um medicamento. A informação comercial respeita essa fronteira.
Uma tradição que hoje é estudada com novas ferramentas.
A Organização Mundial da Saúde, na Estratégia Global de Medicina Tradicional 2025–2034, coloca a investigação, a qualidade, a segurança e a integração baseada em evidência entre os grandes objetivos para a próxima década.
Na Europa, o Comité de Medicamentos à Base de Plantas da EMA desenvolve monografias e orientação sobre substâncias e preparações vegetais, incluindo condições de utilização segura. Embora o enquadramento dos suplementos alimentares seja diferente do dos medicamentos à base de plantas, esta cultura de documentação reforça uma ideia essencial: identificar bem, preparar bem e comunicar com rigor.
respeitar a tradição não significa congelá-la; modernizar não significa apagar a sua linguagem. O objetivo é criar pontes claras entre património, documentação, investigação e utilização responsável.